sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Por quê? (212) Minha diferença


Cláudio Amaral

O acesso à garagem existente na Rua Gregório Serrão, 51, aqui na Aclimação, tem sido minha diferença desde o dia 17 de dezembro de 2009.

Foi naquele dia que Sueli e eu nos vimos obrigados a deixar o apartamento 71 do edifício de número 555 da Avenida Dr. Epitácio Pessoa, junto ao canal 6, em Santos.

Hoje (15 de setembro de 2010), por exemplo, fiquei três horas sem ter como sair da garagem de casa, que fica exatamente na Rua Gregório Serrão, 51.

O motivo foi a desatenção (ou algo parecido) de um motorista de um Kadet de cor preta.

O motorista colocou seu veículo a obstruir quase um metro da porta de entrada da garagem do meu Honda Fit vermelho (como uma Ferrari).

Abri a porta de minha residência, liguei a televisão e ali fiquei à espera dele, o motorista.

Mais de uma hora depois – e contrariando meus princípios – estampei um aviso no para-brisa do automóvel dele.

Almocei na sala, com o prato nas mãos – também contrariando meus costumes.

E nada.

Logo após o almoço, o motorista apareceu.

Corri em direção ao portão da área de casa e chamei: “Amigo, amigo...”.

Ele percebeu minha presença, entrou rapidamente no carro, deu partida e acelerou.

Acelerou duas vezes para trás e só na terceira é que conseguiu ir para frente.

Certamente não estava acostumado com o câmbio do Kadet, que tem a primeira marcha para frente e a ré com uma diferença mínima.

Nem mesmo o aviso ele se preocupou em tirar, ou, pelo que imagino, só foi retirar na primeira esquina.

Agora, aqui comigo mesmo, ficou a imaginar o que fazer para evitar que os motoristas (homens e mulher, jovens e idosos) me dêem sossego e me permitam entrar em sair de minha garagem com um mínimo de tranquilidade.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

15/10/2010 17:07:43

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