segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Por quê? (261) Contagem regressiva

Beatriz e eu temos nos divertido muito na Virginia (EUA)



Cláudio Amaral

Já estou em contagem regressiva para voltar ao Brasil.

A partir deste dia 1º de novembro, faltarão apenas 15 dias para embarcarmos no Aeroporto Internacional de Washington rumo ao Aeroporto Internacional de Guarulhos.

E como sempre, infelizmente, estou sofrendo por antecipação.

Lembre-se que no dia 17 de agosto de 2011 escrevi a vocês que entre meus sonhos estava o de ter um filho vivendo no Exterior. Pois assim eu teria possibilidade de conhecer mais alguns lugares no estrangeiro (http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2011/08/por-que-242-vivendo-no-exterior.html).

Foi o que aconteceu com a vinda da minha filha Cláudia, meu genro Márcio Gouvêa e os pequenos Beatriz (4,4 anos) e Murilo (1,9) para a região de Washington DC.

Márcio veio trabalhar em Reston (na http://www.nii.com/, matriz da Nextel) e a família toda está a morar em Ashburn Village, onde estamos, Sueli e eu, desde 19 de setembro. Nós e a Bisa Cida, que veio antes de nós e está a produzir pratos deliciosos (salgados e doces).

Viemos e conhecemos uma realidade completamente diferente do nosso dia a dia em São Paulo.

Lá as casas são todas de alvenaria. Aqui, todas de madeira.

Lá as casas e os prédios são todos trancados a sete chaves. Aqui, não há nenhuma preocupação neste sentido.

Lá os carros são sempre bem fechados. Aqui, não. E todos ficam nas vias públicas ou em frente de casa, sem a menor preocupação.

Lá as bolsas e mochilas estão sempre bem vigiadas e ninguém se atreve a deixá-las nos bancos (sejam dos vagões do Metrô, dos ônibus, dos restaurantes ou dos cinemas e teatros). Aqui, não. Todos sabem que ninguém vai pegar os seus pertences inadvertidamente.

Aqui, que eu me refiro, é na Virginia e mais especificamente no Condado de Loundon, onde se localiza Ashburn Village. Em Washington e em Nova Iorque, entre outras grandes cidades, é diferente. É praticamente igual a São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades brasileiras.

As leis de trânsito e a disciplina das pessoas também são bem diferentes por aqui. Tanto que é raro vermos uma colisão de veículos ou um atropelamento, o que é comum em São Paulo, por exemplo.

Entretanto, faxineiras e empregadas domésticas é a maior raridade por aqui, porque custa caro e não há costume (ou vice-versa).

Uma das primeiras surpresas que tive, por aqui, foi em relação ao celular. Como todos os carros são automatizados, é permitido dirigir e falar ao telefone, simultaneamente, enquanto no Brasil, sabemos todos, isso dá multa e pontos na CNH.

Outra surpresa: os pedestres podem caminhar sem maiores preocupações, porque nas vias secundárias os motoristas param e nos dão passagem (tal qual na Itália, segundo Sueli, que lá esteve em 2009).

A importância que as pessoas dão à preservação da natureza e dos animais também é de tirar o chapéu, aqui pelos lados de Ashburn, do Condado de Loudoun e do Estado da Virginia.

Por tudo isso – e mais as vantagens que tenho para caminhar com tranquilidade e em terrenos planos, ler e escrever – além de administrar minhas contas pela Internet, eu ficaria por aqui por mais tempo.

Mas, não posso. Tenho que fazer as malas e partir de volta para o Brasil, para São Paulo e para a Aclimação. Eu, Sueli e Bisa Cida.

Por quê?Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

31/10/2011 22:46:56

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