domingo, 2 de agosto de 2009

Por quê? (161) A Missa de domingo


Cláudio Amaral

Em Santos, neste inverno, faz um frio de espantar pinguim.

Hoje, domingo, 2/8/2009, especificamente, amanheceu tudo encoberto aqui pelos lados do bairro Aparecida: os prédios, as casas, o Canal 6 (que divide Aparecida da Ponta da Praia) e as árvores.

Chuva, como nos últimos 15 dias, felizmente não tivemos nesta manhã.

Acordei por volta das 7 horas e não dei trégua para a baixa temperatura.

Nem para o termômetro eu olhei.

Tirei o pijama, vesti roupa de missa e, mesmo sem o café de todas as manhãs, fui para a... Celebração da Missa.

Sueli avisou que irá à tarde, na missa das 17 horas.

Eu, não.

Eu, hoje, preferi a primeira missa da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, aqui perto de onde moramos, Sueli e eu.

Até porque das 16 às 18 horas estarei ligadíssimo no jogo a ser disputado no Pacaembu, em São Paulo, seja via rádio ou televisão.

A fase do meu Corinthians não é das melhores, mas, como todos os corintianos que se prezam, eu continuo acreditando – e muito – no Timão. Mesmo sabendo que o Avai vem de cinco vitórias seguidas no Brasileirão.

Fui à Celebração da Missa concelebrada pelo padre Toninho e não me arrependi.

Entrei na igreja meio triste, quase cabisbaixo, mas saí sorrindo, de cabeça erguida.

E a todos os amigos e conhecidos que me perguntarem – hoje, amanhã e sempre – as razões que me levam à Igreja e à Missa, eu direi, como tenho dito ao longo dos muitos e muitos anos:

- A Celebração da Missa me faz bem. Me faz bem para o corpo e para a alma. Para a mente e o para o coração.

Sei que nada disso – Igreja, Missa, minha fé em Deus... – poderá se responsabilizar pelos pagamentos dos meus aluguel, plano de saúde e compras no mercado e na feira.

Também estou ciente de que nada disso poderá me devolver os bons empregos e os melhores trabalhos que eu já tive ao longo dos meus 53, quase 54 anos de vida profissional.

Ainda assim eu continuo e seguirei indo à Igreja e à Missa, de preferência toda manhã de domingo.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, repórter, editor, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional.

2/8/2009 11:34:27

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