terça-feira, 4 de agosto de 2009

Por quê? (162) Em 30 anos!!!


Cláudio Amaral

O frio continua, mas a chuva deu uma trégua, finalmente.

Em Santos, pelo menos.

Pois nem o frio me meteu medo neste início de semana, a primeira do mês de agosto de 2009.

Tanto que, ainda em férias, coloquei roupa boa, capaz de impressionar aos mais exigentes, e fui para as ruas, literalmente, nestas segunda e terça-feiras.

Fui disposto e voltei animado.

Saí de casa (apartamento, na verdade), aqui junto ao Canal 6, no bairro da Aparecida quase Ponta da Praia, por volta da uma hora da tarde de segunda-feira e só voltei depois das 10 e meia da noite.

E em todo esse tempo só fiz gastar solas de sapatos. Ou seja: fiz todos os trajetos andando, caminhando e sem pegar nenhum ônibus sequer. Carro? Nem pensar.

O clima estava ameno, convidativo, tanto de dia quanto de noite.

Fui cheio de vontade e retornei repleto de entusiasmo.

A razão (melhor seria escrever... as razões) foi tudo o que vi e ouvi tanto na Associação de Engenheiros e Arquitetos quanto no Instituto Histórico e Geográfico, ambos em Santos.

No IHG-Santos, vi uma belíssima homenagem a Bartolomeu de Gusmão, o “padre voador”, tido e havido como inventor do balão a ar quente há nada menos que 300 anos.

Na AEAS, presenciei um debate de mais de cinco horas seguidas, sem intervalo algum, a respeito da ligação que o governo do Estado de São Paulo está prometendo, mais uma vez, para facilitar o tráfego entre Santos e o Guarujá, passando pelo maior porto do Brasil e um dos maiores do mundo.

Sob o tema “Túnel, ponte ou ambos? É hora de debater a questão”, vimos e ouvimos – perto de duas centenas de pessoas, entre engenheiros, arquitetos, políticos de quase todos os partidos e municípios da Baixada Santista, jornalistas e outros interessados – apresentações técnicas apuradíssimas de especialistas em pontes e túneis escavados e submersos.

Ouvimos os argumentos e vimos as transparências de gente entendida nos assuntos em debate e muito bem preparadas para o evento.

Mas, quem mais me impressionou – e, espero, a todos os presentes, senão a maioria – foi o professor da Escola Politécnica da USP e presidente do sindicato da empresas de consultoria em Arquitetura e Engenharia (Sinaenco), José Roberto Bernasconi.

E o motivo é simples, ou não tão simples assim: ele defendeu com a maior veemência possível um planejamento estratégico para os próximos 30 anos – sim, trinta anos!!! – de vida das cidades, dos municípios e das pessoas fixadas e que venham a se fixar na Baixada Santista. Incluindo, segundo Bernasconi, o Litoral Sul e o Litoral Norte.

Só assim, nos disse Bernasconi, teremos condições de aproveitar – e bem – as vantagens que estão nos sendo oferecidas, por exemplo, pela chegada a Santos e adjacências da Petrobrás e de empresas parceiras e associadas em função da exploração do Pré-Sal na Bacia de Santos.

Isso é ou não é suficiente para nos deixar animados, entusiasmados, vibrando... e querendo ficar aqui para sempre, ou pelo menos por tantos anos quantos Deus nos permitir?

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, repórter, editor, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação empresarial e institucional.

4/8/2009 12:17:57

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