sábado, 10 de maio de 2008

Por quê? (82) Duas mães?


Cláudio Amaral

É comum ouvirmos ou até dizermos que “mãe é uma só porque ninguém agüentaria duas”.

Mentira!

Isso é argumento de cara de pau, de gozador, no mínimo, e, talvez, de quem não tem coração ou não teve a felicidade de possuir uma mãe de verdade.

Eu tenho mais de uma mãe e sei bem o quanto isso é bom.

Sim... Dona Wanda, aquela que me gerou, me colocou no mundo, me alimentou, me deu amor e carinho nos primeiros anos de minha vida é, como eu disse e repeti muitas e muitas vezes, “a primeira e única”.

Mentira!

Balela!

A verdade, e isso eu não posso negar, é que Dona Wanda foi a primeira, mas a única... jamais!

Nunca!

Ao longo de minha longa e rica vida, uma vida mais rica do que longa, eu tive, e tenho, muitas mães.

A primeira, sim, de fato, sem dúvida, foi – e é – Dona Wanda, que, graças a Deus, continua viva. Não tão bem de saúde quanto eu gostaria, mas viva e me reconhecendo e dizendo meu nome, meu primeiro nome, toda vez que vou vê-la na casa de minha irmãzinha, a caçula, lá pelos lados do Ipiranga, aqui em São Paulo.

Depois dela – ou melhor, paralelamente a ela – eu sempre tive uma segunda mãe, que eu chamo de Tia Zinha: a minha queridíssima Tia Terezinha, que também segue viva, graças a Deus.

A Tia Dulce (do saudoso Tio Walter) também foi uma mãe pra mim. E continua viva, graças a Deus.

Ainda jovem, e quando eu mudei de Adamantina para Marília, tive uma outra mãe: a Dona Zezé, mulher do meu querido Mestre Irigino Camargo.

Em Campinas, a cidade onde eu morei depois de Marília? Não. Em Campinas, não. Lá eu não tive mãe alguma. Até porque fiquei apenas seis meses na “Terra das Andorinhas”.

Quando fui transferido pelo Estadão de Campinas para São Paulo acabei indo morar na casa de uma outra mãe inesquecível: a Vó Durvalina, mãe da minha mãe e da Tia Zinha.

Em seguida, casei-me (em Marília) e passei a morar com a mãe das mães: minha querida, inseparável e incomparável Sueli, mãe da Cláudia (que está vivendo o primeiro Dia das Mães dela, graças à Beatriz, que ela e o Márcio colocaram no mundo, com a graça de Deus, no dia 12 de junho de 2007), do Cássio (que Deus levou para junto dele aos 11 dias), do Mauro e do Flávio. Sueli é mais, muito mais do que esposa e companheira, parceira e sócia... é, realmente, a mãezona. Muito mais agora, ou há meses, quando cuida diariamente da pequena e adorada Be(bê)atriz.

Por todas elas (Dona Wanda, Tia Zinha, Tia Dulce, Vó Durvalina, Dona Zezé, Sueli... e Dona Cidinha, minha sogra, claro, lógico, evidente...), que eu digo sempre e repito agora: todo dia é Dia das Mães.

Por quê?

Ah... e você ainda me pergunta por que, seu filho de uma boa mãe?

10/5/2008 13:55:13

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