sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Por quê? (108) Vivo bem, mas...




Cláudio Amaral (foto de Tiago Brandão, Prêmio Esso de 2007 pelo jornal Comércio da Franca)

Eu vivo bem, em São Paulo.

Estou aqui há mais de 37 anos.

Se eu somar os outros anos que aqui vivi, na infância, tenho mais de 40 anos de terras paulistanas.

Moro num bairro agradável, a Aclimação.

Mais parece uma pequena cidade do Interior paulista, ainda que o meu bairro esteja bem próximo à região central desta Capital.

Daqui eu vou bem para qualquer lugar da cidade, seja de ônibus, de Metrô ou de carro.

Conheço bem os horários de pico e os evito, tanto quanto possível.

Resido numa casa boa, muito boa. Ampla e segura.

Minha rua, a Gregório Serrão, é tranqüila. Por ela não passa ônibus, e isso faz a diferença, em São Paulo.

Com uma caminhada de 300 metros, aproximadamente, eu estou no Metrô Ana Rosa. De lá, posso ir para todas as zonas da cidade.

Se quiser, e precisar, tenho ônibus com fartura para as demais regiões paulistanas.

Para completar, eu e minha família estamos exatamente entre dois parques: o da Aclimação, o meu preferido, e o do Ibirapuera.

Posso caminhar até o parque que eu preferir, e lá fazer os exercícios que a idade exige.

Mesmo assim, eu fico com inveja dos amigos do Interior paulista.

Inveja positiva, é verdade. No bom sentido. Até porque estou careca de saber que inveja, inveja mesmo, faz mal à saudade e, se bobear, mata.

Fiquei com inveja do Ivan Evangelista, por exemplo.

Por quê?

Porque ontem pela manhã recebi um correio eletrônico em que ele conta as aventuras e desventuras das férias de julho.

E, com o maior bom humor e disposição, ele me contava em detalhes o gás que acumulou para enfrentar o segundo semestre de 2008.

Ivan, para quem não sabe, ou não se lembra, vive em Marília, a 460 quilômetros da Capital paulista, é especialista em marketing e desempenha funções importantes junto ao Univem, o Centro Universitário Eurípides de Marília, mantido pela Fundação de Ensino Eurípides Soares da Rocha.

Nas horas vagas, ela fotografa.

E como são belas as fotos do Ivan Evangelista.

Dele e do pessoal que com ele faz parte do Fotoclube de Marília, uma entidade que reúne fotógrafos daquela cidade.

Respondi no ato ao correio eletrônico do Ivan, ontem pela manhã. E disse a ele, sem constrangimento, o quanto eu gostaria de estar em Marília, vivendo com a qualidade de vida que ele e milhares de marilienses têm.

Paralelamente, Ivan, eu ficaria muito feliz se pudesse ensinar no Univem, passando aos futuros comunicadores as experiências que eu tenho vivido desde que fiz minha primeira reportagem, no dia 1º de maio de 1968, lá pelos lados da minha querida Adamantina.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

1/8/2008 18:38:02

Um comentário:

Anônimo disse...

Bom dia meu caro amigo.
Obrigado por suas palavras.
De fato, faço o possível para aproveitar o que a cidade tem de bom e de melhor, gosto muito daqui, assim como você também gosta.

Grande abraço.

Ivan Evangelista Jr.
evangelista@univem.edu.br
Saturday, August 02, 2008 7:52 AM