quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Por quê? (243) Sofrendo por antecipação


Cláudio Amaral

Desde que me conheço por gente, ouço dizer que não devemos sofrer por antecipação.

Afinal de contas, aquilo que nos aflige pode nem vir a se confirmar. E se não se confirmar, ficamos com um sofrimento desnecessário.

Mesmo sabendo disso, estou sofrendo. Há semanas. Cada vez mais. E não é por conta da cirurgia a que me submeti no cérebro.

O motivo do meu sofrimento é a mudança da Família Amaral Gouvêa para os Estados Unidos.

A filha Cláudia (a primeira), o genro Márcio e os netinhos Beatriz e Murilo, os unidos até agora, embarcam nesta sexta-feira, uma hora da madrugada.

Márcio Gouvêa já está a trabalhar por lá desde o dia 1º de agosto de 2011. Voltou para São Paulo no dia 13 (sábado passado), trabalhou aqui todos os dias e embarca levando – além da mulher e filhos – a Bisa Cida, 83 anos.

Aparecida Grenci Bravos, a Bisa Cida, é uma das pessoas mais queridas da família. Aceito a viagem sem pestanejar e vai ficar nos Estados Unidos em torno de um mês.

Ela e a Família Amaral Gouvêa vão de São Paulo para Washington.

Inicialmente, vão se instalar por alguns poucos dias em Reston (que me faz lembrar de James Reston, ex-colaborador do New York Times e, por consequência, do Estadão, exatamente na minha época (1969/1975).
Sempre no Estado da Virginia, ainda em agosto eles vão se instalar em definitivo (tanto quanto possível, até porque nada é definitivo) em Ashburn.

Márcio, Cláudia e meus netos queridos estão indo para lá por conta da transferência dele para a NII, a holding da Nextel.

Nós – Sueli e eu – temos passagens compradas para ir ao encontro deles no dia 18 de setembro de 2011. E deveremos voltar – todos – para as comemorações do Natal no apartamento novo de Salete e Fernando Riemma Philipson.

Ou seja: vamos ficar um mês – exatamente – sem ver Beatriz e Murilo, os netinhos que sempre vimos praticamente todos os dias.

Beatriz desde 12 de junho de 2007.

Murilo desde 6 de janeiro de 2010.

Sueli, vovó querida e disputada por ambos, imagina que passa rápido. E que nós vamos tirar de letra, até por conta das ligações que poderemos fazer pela Internet.

Eu, da minha parte, penso que não vai ser fácil.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

18/8/2011 10:58:34

Um comentário:

Vânia Lúcia Augusto disse...

Quantas mudanças, heim, amigo? No final, tenho certeza de que tudo dará certo e vcs acabarão todos juntos novamente! Forte abraço!