quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Por quê? (35) Sônia


Cláudio Amaral

Em junho de 2005, em Franca (SP), eu escrevi: “Conviver com a jornalista Sônia Machiavelli Corrêa Neves tem sido uma das melhores coisas destes três meses em que estou ministrando treinamento aos jornalistas do Comércio da Franca (SP)”.

Por quê?

Porque “ela é uma das pessoas mais cultas que conheço pessoalmente”, expliquei no texto da época.

E acrescentei: Sônia “é, além disso, elegante em todos os sentidos”.

E depois expliquei: ela “tem um texto sem igual, delicioso como um prato de comida, ainda que às vezes eu tenha que usar o dicionário para entender o significado de palavras usadas por ela”.

Por que estou a me lembrar dessas frases de um texto antigo?

Porque, embora antigo, ele é atual, está vivo, continua no ar e me trás ótimas recordações.

Tanto isso é verdade que hoje, terça-feira de Carnaval, 5 de fevereiro de 2008, aqui estou, às 7h50 da manhã, a reler este texto.

Um texto que reencontrei, graças aos sistemas de busca na Internet, no site do Master em Jornalismo para Editores http://www.masteremjornalismo.org.br/, editado por minha Amiga Mônica Paula.

Confesso que não me lembrava mais desse texto, como não me lembro de muitos textos que escrevi nos meus 58 anos de vida, 52 de trabalho ininterrupto e quase 40 anos de Jornalismo (pois comecei na profissão no dia 1º de maio de 1968).

Declaro, entretanto, que foi muito bom e prazeroso reler um texto que produzi a respeito de uma pessoa especial como a professora, jornalista e escritora Sônia Machiavelli Corrêa Neves.

Dela e do livro escrito e publicado por ela em 2005: Jantar na Acemira.

Cronista de mão cheia, Sônia teve o primeiro livro publicado em 2000: Uma bolsa grená, produzido em segredo, enquanto ela estava fora de Franca.

Nele estão 20 crônicas selecionadas pelo filho e também jornalista Corrêa Neves Júnior, que me levou para Franca em abril de 2005.

No mesmo texto de 2005 eu expliquei: “Comprei no Sebo da Jurema, ao lado da Catedral de Franca, um exemplar de Uma bolsa grená. Sem explicação, comecei a ler pela última crônica, Comer e escrever. Fiquei encantado, mais uma vez, com a facilidade que Dona Sônia, como a chamamos, respeitosamente, na Redação do Comércio, tem no trato com as palavras, frases e idéias”.

“É por isso”, disse na época e repito agora, “que os convido a ler essa que é uma das 20 crônicas reunidas em Uma bolsa grená".

Hoje, mais de dois anos e meio passados desde que me manifestei publicamente pela primeira vez a respeito de Sônia Machiavelli Corrêa Neves, convido a todos que me lêem a conhecerem também a vida e as obras de uma escritora que deveria estar em todas as livrarias do Brasil, mas que, infelizmente, está por ser descoberta pelas nossas maiores editoras.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968; professor e orientador de jovens jornalistas; palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional.

5/2/2008 07:39:23

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